...Entre a Planície e o Mar
Neste 13 de Fevereiro a Rádio Miróbriga comemora o 1º Dia Mundial da Rádio. Os nossos ouvintes testemunharam que a Rádio está pronta para uma nova Era e a Miróbriga irá acompanhar a evolução como propósito de reportar isso mesmo a todos aqueles que nos seguem e em nós confiam. Feliz Dia Mundial da Rádio com a Miróbriga.
Miróbriga, a Rádio Entre a Planície e o Mar
A emitir a partir do Alentejo em 102.7 FM e em miróbriga.pt, a Rádio Miróbriga em 2011 assinalou o seu vigésimo quinto aniversário. Este é o nosso novo lugar na blogoesfera
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Uma Sexta feira muito muito...
Esles vão estar no Centro de Artes de Sines
Esta Sexta-feira no "Programa da Manhã" da Miróbriga, conheça melhor "Os Electricos"
Esta Sexta-feira no "Programa da Manhã" da Miróbriga, conheça melhor "Os Electricos"
Vale a Pena Continuar...
...porque "A Vida Vale"
O Projecto "A Vida Vale" completou na passada Quarta-feira o primeiro aniversário. A Rádio Miróbriga é parceira da Fundação Odemira no Projecto "A Vida Vale".
O Projecto "A Vida Vale" completou na passada Quarta-feira o primeiro aniversário. A Rádio Miróbriga é parceira da Fundação Odemira no Projecto "A Vida Vale".
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Uma Missão de Coragem
A Pedalar
No próximo dia 5 de Fevereiro ir-se-á realizar em Santiago do Cacém a 4ª edição do Passeio BTT de Solidariedade "Missão Coragem - Pedalar Contra o Cancro da Mama". A organização é da Associação "Os Chaparros" e as inscrições já estão abertas. Saiba mais em: www.oschaparros.pt ou no facebook da "Missão Coragem" e de "Os Chaparros"quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Mensagem de D. António Vitalino
Emissão de 10 de Janeiro de 2012
Depois de ouvir as palavras, recorde a mensagem de D. António Vitalino na Miróbriga:
A magia do sonho e a luz para o caminho
Os cristãos terminam o ano civil e começam o novo imersos na alegria e simplicidade da quadra natalícia. O nascimento de uma criança numa gruta de pastores, que afinal é o Messias, o Salvador prometido, os anjos cantando a glória de Deus, a família de Nazaré e a da prima Isabel com Zacarias e João Batista, o rei Herodes e a narrativa dos sábios do oriente, conhecida como história dos reis magos, os seus presentes simbólicos, ouro, incenso e mirra, entregues ao menino de Belém, os cantares natalícios e das janeiras, no Alentejo o Cante ao Menino, tudo isto enche este tempo de uma magia especial, que nos faz sonhar de novo uma vida bela, repleta de luz, de cor e do amor espelhado na atenção e veneração dos adultos para com as crianças. Sinto pena de quem não pode sentir e sonhar da mesma maneira, pois o sonho alimenta a vida, como alguém canta, fortalece a esperança e ilumina o caminho da humanidade à procura da felicidade, da realização plena. Mesmo que sejam menos exuberantes as iluminações natalícias por causa da crise energética e económica, a luz da fé continua a brilhar e a apontar-nos o caminho.
Ouvindo a narrativa dos reis magos, que em Jerusalém deixaram de ver a estrela e por isso se dirijiram ao palácio de Herodes, que, impertigado pela ameaça ao seu poder, reuniu os sacerdotes e escribas da corte, senti-me na pele destes personagens, movidos por ideais e atitudes contrárias e perguntei-me: porque uns procuram, se põem a caminho e os de casa não se interessam, estão instalados e adormecidos? Os sábios voltaram a ver a estrela, encontraram um menino envolto em palhas e adoraram-no, voltando depois para suas terras por outros caminhos, cheios de alegria e esperança, enquanto Herodes, fica no seu palácio, frustrado, maquina a morte e a vingança.
Partilhando estas histórias e pensamentos em ambientes diferentes, entre presos e em comunidades paroquiais, percebi que precisamos de alimentar a nossa vida com o sonho e a esperança, purificar o nosso olhar, para descobrir a luz de Deus nas crianças, nos pobres, nos marginalizados dos poderes deste mundo. Se o fizermos, vamos descobrir caminhos novos para nós e a humanidade, que nos ajudarão a vencer as crises, cujas raizes estão no coração ambicioso de muitos, que excluem Deus do seu horizonte.
Quem procura, de coração sincero, movido pelo amor à verdade, à justiça, à fraternidade, à família, encontra a luz para o caminho da vida. Quem se instala, adormece ou nutre ambição de poder e de domínio sobre o seu semelhante, deixa de sonhar e ver a luz.
Mas será que todos os cristãos ainda sonham um mundo melhor, alimentam a sua esperança e a dos seus semelhantes, iluminando os caminhos da vida? Parece-me que muitos esconderam a luz da fé debaixo do alqueire ou fecharam-na num esconderijo da casa.
Precisamos de alimentar os nossos sonhos e iluminar a nossa esperança com a Palavra de Deus e partilhá-la no diálogo intergeracional e na missão eclesial, para que haja luz para a vida do mundo. Neste sentido, no dia 21, em Santiago do Cacém, iremos reunir os animadores da missão e das assembleias familiares, para prepararmos o relançamento das missões. Temos um manancial de alimento para partilhar a luz e alimentar a esperança. Vamos levantar-nos do sono, procurar e caminhar, pois quem busca encontra.
Até para a semana, se Deus quiser
† António Vitalino, Bispo de Beja
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Crónica de D. António Vitalino
As crónicas de D. António Vitalino estão na Rádio Miróbriga
Na passagem de ano muitos desejos foram expressos, quase todos ao nível da realização económica, profissional e da saúde, poucos apontando para dimensões mais transcendentes, para as relações profundas da pessoa humana. É precisamente por aí que começa e termina a mensagem do Papa para o dia mundial da paz, que desde 1968 se celebra no primeiro dia do ano civil. Bento XVI convida-nos a levantar os olhos para o alto, de onde nos virá o auxílio. Exorta-nos a suspirar pela luz que vem das alturas, como a sentinela espera pela aurora. Sem esta luz dificilmente encontraremos o sentido da vida humana e do mundo.
Referindo-se à frustração reinante por causa da crise que aflige a sociedade, o mundo do trabalho e a economia, o Papa alude às suas raizes profundas, primariamente culturais e antropológicas. Nesta escuridão de sentido o coração humano anseia pela aurora. Isto nota-se particularmente nos jovens, que não é a geração rasca ou do vazio, mas a indignada perante uma sociedade sem valores. Por isso Bento XVI dirige esta primeira mensagem do ano aos jovens, que podem oferecer um valioso contributo à sociedade para encontrar rumo e sentido, dando uma nova esperança ao mundo. “A Igreja olha para os jovens com esperança, tem confiança neles e encoraja-os a procurarem a verdade, a defenderem o bem comum”, a descobrirem novas perspetivas sobre a vida e o mundo.
Este novo olhar dos jovens exige dos adultos, dos educadores e da família novas pedagogias, uma relação de amor, em que cada interveniente pôe o outro em primeiro lugar, numa atitude de respeito pela dignidade da pessoa, de abertura e de testemunho das próprias convicções e saberes. “É na família que se aprendem a solidariedade entre as gerações, o respeito pelas regras, o perdão e o acolhimento. Esta é a primeira escola, onde se educa para a justiça e a paz”.
À luz destes princípios os adultos e as instituições sociais, culturais e políticas, e também as religiosas, têm muito a rever na sua pedagogia, no seu testemunho e até mesmo pedir desculpa às novas gerações pelo nosso desinteresse, para não dizer esquecimento ou negação, pela verdade, pela justiça, pela solidariedade, pelo bem comum, pelos valores transcendentes e espirituais. As atitudes materialistas, egoistas e relativistas dos adultos projetaram muitas sombras e trevas nos horizontes das novas gerações. Mas o coração do ser humano, sobretudo o do jovem, dificilmente se deixa abafar. Por isso o bem-aventurado Papa João Paulo II dizia em 1982, no Parque Eduardo VII, que os jovens têm uma certa conaturalidade com Cristo, pois são mais sensíveis aos verdadeiros valores. A experiência de Santo Agostinho continua a ser feita por muitos jovens, quando descobrem a beleza do amor de Deus e a fugacidade e mentira das atrações mundanas.
Também Bento XVI manifesta uma grande confiança nos jovens, dizendo que são um dom precioso para a sociedade, exortando-os a não se deixar invadir pelo desânimo nem abandonar-se a falsas soluções, mas deixando-se fascinar pela verdade, beleza e amor verdadeiro, tornando-se assim também um exemplo e estímulo para os adultos.
Enfim, unindo as nossas forças espirituais, morais e materiais, conseguiremos alcançar a meta de um mundo com rosto mais humano, fraterno, justo, pacífico e solidário, onde dá gosto viver, sempre peregrinos do além, que está em Deus, tornado visível no Menino que nos foi dado, nascido em Belém, o Emanuel, Deus connosco, Jesus, o Salvador.
Para todos os meus votos de um ano de paz, repleto das bênçaos de Deus e de um futuro de maior esperança, em sintonia com todas as gerações, a começar pela família.
† António Vitalino, Bispo de Beja
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
2011-2012
São os desejos de toda a equipa da Miróbriga a todos os nossos ouvintes, leitores, parceiros, colaboradores e amigos.
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